O Marketing e a Música caminham juntos. 

Nem sempre foi assim, mas há mais de um século atrás é assim.

Se você deseja intensamente transformar a sua paixão pela música no seu principal recurso financeiro de sustento, o marketing será a sua principal aliada. 

Se você não acredita nisso, é porque você nunca esteve realmente inserido nos negócios da música e provavelmente nunca estará. 

Este é o terceiro e último artigo da série sobre Marketing Musical: Afinal, Que P*##@ É Essa?

Caso você não tenha lido o primeiro artigo, clique aqui para ler a primeira parte. 

Caso você também não tenha lido o segundo artigo, clique aqui para ler a segunda parte. 

Neste artigo, vamos explorar mais fundamentos da essência do marketing. 

Você está preparado para aprender? Então vamos lá. 

 

Grátis

Se você quiser atrair rapidamente a atenção de alguém, de algo de valor Grátis.

O Marketing e a Música sempre caminharam juntas neste quesito. 

Dar valor grátis chama a atenção, mas mantenha sempre em mente que a atenção por si só não paga as contas.

Na verdade, nada é de grátis. Tudo tem um preço por trás.

Se a intenção é dar algo de ‘grátis’, é porque existe na maioria dos casos,uma segunda intenção. 

E segunda intenção, diferente daquele famoso filme, não significa que algo antiético ou imoral.

Por exemplo, tocar de grátis em algum bar ou festival. 

Pode ser bom, desde que isso venha trazer benefícios. 

Muitas vezes tocar de graça em um grande festival pode aumentar execuções via streaming, levantar sua audiência e obter vendas se você tiver algo para vender, claro. 

Agora, tocar de graça em um local com poucas pessoas que não são da sua tribo, fuja.

Vai empinar pipa que você gasta menos.

Se você ainda tem aquela visão romântica sobre a música que os romancistas de 1885 encenaram muito bem, mude, passou.

Forneça boa parte das suas músicas de ‘graça’. 

Mas peça algo em troca. Uma avaliação, um e-mail, o ‘contatinho’ da pessoa pra tu jogar no messenger, whatsapp.

Dar algo de graça não significa que ele não representa valor, pelo contrário. 

Tudo o que você for dar de graça, precisa ter valor. 

Se aquilo que você está dando de graça não tem valor, primeiro: ninguém vai querer; segundo: vai ser tão irrelevante que irá cair no esquecimento em 5, 4, 3, 2, 1…

O fato de você fornecer algo de graça envolve um gatilho mental muito poderoso: reciprocidade.

É muito mais fácil pedir para alguém curtir sua fanpage, seguir você no instagram, pedir para ela compartilhar sua música, após fornecer a ela algo de graça. 

É uma troca. 

E isso é muito importante quando falamos de lançamentos musicais, de viralizar.

Qual é o custo que um fã engajado vai ter ao você pedir para ela compartilhar a sua música, seu vídeo?

É de graça também! 

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Permissão

Vender para pessoas que realmente querem ouvir falar de você é mais eficaz do que interromper estranhos que não se interessam pelo que você tem a dizer. 

Digamos que a sua música ou clipe fala sobre festas regadas a bebida ou sobre traição em um relacionamento. 

Porque eu, que não curto festas regadas a bebida, vou querer receber esta mensagem? 

Ou eu que, até o momento, não tenho motivos para acreditar que fui traído em uma relação amorosa, vou querer ouvir sobre traição?

É muito difícil chamar a atenção de uma pessoa quando ela não tem nada a ver com a sua mensagem. 

O Marketing e a Música conquistam resultados quando existe permissão. 

E eu recebo diariamente conteúdos que não permiti receber, através do marketing indireto ou outbound marketing. 

Querem que eu compre viagra sem precisar, querem que eu use grecin 2000 mesmo adorando meus cabelos brancos, querem que compre um apartamento quando na verdade eu prefiro casa. 

Talvez eu mude de ideia com o passar do tempo e precise ou queira comprar os itens acima, mas não vou me preocupar com isso agora.

Não vou dar atenção e possivelmente vou me irritar se tentarem me convencer disso. 

E eu vejo músicos e bandas fazendo isso diariamente nos meus feeds de notícias, whatsapp, grupos e por ai afora. 

“Ouve minha música ai”. 

Simples assim. 

Não me diz nem o motivo, para quem ela é endereçada, os benefícios… 

Talvez se o músico tivesse apostado em “Esta canção é para quem está sofrendo e precisa de ajuda para respirar calmamente nos próximos 4 minutos”. 

Se eu estiver nesta situação de sofrimento, eu vou clicar. É um elemento que vamos falar mais logo abaixo, em “gancho” e em “chamada para ação”. 

A permissão também é uma das bases do marketing de atração, o inbound marketing. 

Clique aqui para receber nossas novidades… nossas músicas… nossa mensagem… tudo por e-mail. 

Você está pedindo autorização da pessoa para enviar seu material. É muito mais efetivo. 

Se você ainda não trabalha com construção de listas de e-mail marketing, você está negligenciando uma ferramenta e estratégia barata e fácil de ser implementada. 

O Twitter é incrível para encontrar pessoas que possam se beneficiar psicologicamente das suas canções.

Uma busca em “estou triste” vai abrir uma lista imensa e diária de pessoas que precisam da mensagem da sua canção.

Trabalhe com artigos interessantes no seu blog e seja encontrado por pessoas que estão procurando por aquilo no Google. 

PS: Gostaria de aprender a implementar ferramentas de e-mail marketing e chatbot para construção de listas? Conheça nosso treinamento Marketing Musical – Digital Phase da Gestão de Bandas. Clique aqui para abrir uma nova aba e conhecer mais sobre este treinamento. 

 

Gancho

Mensagens complicadas são ignoradas ou esquecidas.

Mensagens sem orientação também são ignoradas ou esquecidas.

Todo dia vejo feeds de artistas com a seguinte mensagem: 

“Acabou de sair meu novo álbum ‘The Gbers”. Ouça agora, siga a gente, disponível em todas as plataformas digitais”

Gancho é um frase curta que descreve o principal benefício da sua música, clique ou seja lá o que for. 

“Tecido 100% algodão, não pinica, não desbota e com um design que vai atrair a atenção de todos na rua” é muito mais efetivo em chamar a atenção do que “Saiu novas camisetas da banda, quem tiver interesse me chama inbox”. 

Ambas são frases curtas, porém os benefícios estão destacados. 

“Esta canção é para quem está sofrendo e precisa de ajuda para respirar calmamente nos próximos 4 minutos”. 

Este gancho sugere vários benefícios intrigantes: 1) quatro minutos é muito menos tempo do que a maioria das outras soluções; 2) é possível aliviar meu sofrimento de uma maneira alternativa; 3) se eu aliviar meu sofrimento, meu dia vai ser melhor. 

Alie o seu texto com imagens ou vídeos que aumente a perspectiva dos benefícios e você terá um clique, um seguidor e um superfã. 

Obviamente que essa canção precisa ajudar a pessoa de alguma forma, senão, é apenas propaganda enganosa. 

O Marketing e a Música juntas transforma a manifestação artística mais entranhada na sociedade brasileira, presente em todos os grupos sociais e em diferentes faixas etárias.

Música para ninar, música para brincar, música para dançar, música para se apaixonar, música para protestar, música para relaxar, música para dançar, música pra rebolar, música para louvar, música para distrair, música para curar. 

Explique os benefícios e atraia a curiosidade das pessoas para clicar e realmente ouvir ou clicar e assistir. 

Lembra do slogan do antigo iPod: 1000 músicas em seu bolso.

De um gancho curto e com benefícios e você terá mais resultados. 

 

Chamada para Ação

Se você quiser que os seus potenciais fãs e contratantes deem o próximo passo, você precisa dizer exatamente o que eles tem que fazer. 

As mensagens de marketing mais eficazes sugerem ao destinatário ou cliente potencial uma ação única, clara e curta para se realizada em seguida. 

“Clique aqui para fechar com a banda que tem média de 300 pessoas por show.” 

Me parece muito mais eficaz do que “Clique aqui para contratar a banda revelação do rock.”

É por isso que sempre insistimos para você direcionar as pessoas das redes sociais para o seu site.

Chame as pessoas para uma ação. 

O Marketing e a Música se beneficiam quando você desperta a ação das pessoas. 

Por isso é importante você conhecer bem a sua tribo e a sua persona. 

Você produzirá ganchos específicos e de valor para quem realmente se interessa. 

“Toda a galera do skate reunida em uma confraternização especial e única em Curitiba”. Abaixo, tu coloca um botão de “saiba mais”, “quero participar”. 

Ai direciona a pessoa para a página do evento no site, onde ela vai descobrir mais benefícios e abaixo, um botão para ela “comprar agora”. 

Ou pegando aquele exemplo das camisetas. O botão direciona para a página do produto na sua loja. 

Ali, você entrega mais benefícios, mata objeções e tem mais um botão de ação: compre agora. 

Adicione botões quentes, chamativos e você vai melhorar muito a conversão de cliques em vendas. 

Você quer ganhar R$100.000,00 por ano com apenas 1.000 super fãs? Clique aqui. 

Narrativa

Desde sempre as pessoas contam histórias. 

No mundo todo, as narrativas mais convincentes despertam atenção, curiosidade, engajamento e vendas. 

Pessoas reagem muito bem as histórias bem contadas. 

Não é por acaso que existem tantos livros, de variados gêneros e formatos, que contam histórias.

O que seria do cinema e seus filmes sem suas narrativas?

Da música? Das séries? Das novelas?

E como você pode usar a narrativa ao seu favor? 

Existem dois livros aqui na prateleira que eu adoro folhear: 1001 discos para ouvir antes de morrer e 1001 músicas para ouvir antes de morrer. 

A grande sacada destes livros foi justamente criar uma narrativa em cima de discos e músicas. 

Contar histórias de como começou, as curiosidades… e dai sim, após ler, eu procuro a música, coloco para ouvir, e a canção ganha mais sentido. 

No nosso artigo “Storytelling: Como Contar a sua História e se Conectar com seu Público”, apresentamos mais informações sobre o elemento de narrativa. 

Clique aqui para abrir uma nova aba e ler após finalizar esta leitura. 

Controvérsia

A controvérsia significa assumir publicamente uma posição com a qual nem todos concordarão, aprovarão ou apoiarão. 

É uma maneira eficaz de chamar a atenção, induzindo as pessoas a falar a opinião delas, a se envolver a prestar a atenção. 

Obviamente que ser controverso pode trazer para você coisas indesejadas, como afastando de uma parcela da sua audiência que não concorda com você, pode gerar uma situação desconfortável e atrair os famosos ‘haters’ da internet. 

A controvérsia precisa ser moderada. 

Conheço muitos artistas e bandas que alcançaram fama e sucesso despertando o amor de alguns e o ódio de outros, justamente por terem um posicionamento controverso. 

O fato é que você não vai conseguir agradar todo mundo. 

O simples fato de você se posicionar como sertanejo irá aproximar você várias pessoas e se distanciar de outras. 

No curso do Músico Empreender, existe um quadro onde o aluno decide em qual tribo vai atuar.

E do lado oposto, estão as tribos antagonistas. 

Na história observamos várias tribos sendo atacadas. Alguns sobrevivem, outras não. 

O eterno conflito entre metaleiros e sertanejos, rockeiros e funkeiros, punks e skinheads e por ai em diante. 

O fato é que o ser humano gosta de falar mal. E em grupo.

Tornar pública as suas preferências, daquilo que gosta e do que não gosta, pode transformar desconhecidos em amigos. 

Quem se lembra ai das eleições de 2018 e a polarização entre os candidatos do PT e do PSL?

O Marketing e a Música são famosas por gerarem controvérsias. 

 

Reputação

Quer construir uma marca valiosa?

Foque na sua reputação. 

Existe muito blábláblá por ai em cima do ‘branding’, de como ter uma marca, de como melhorar a marca.

Quer melhorar sua marca?

Entregue o que prometeu. 

Quer transformar sua marca em um ativo valioso?

Entregue o que prometeu.

Gere valor para as pessoas. 

Transforme para melhor a vida delas. 

Pense no longo prazo.

Construa uma base sólida de fãs, um por um. 

Talvez você queira ter milhões de seguidores, afinal, quem não gostaria? E do dia pra noite, melhor ainda né?

E isso acontece: uma vez em um milhão, uma vez por ano. 

A probabilidade da sua música estourar sem ações de marketing é menor do que ganhar na mega-sena. E custa mais barato. 

Dê o primeiro passo, conquiste os 10 primeiros superfãs. Faça 10 vendas.

Ai você vai para os primeiros 100. Depois para 1.000, 10.000, 100.000 mil…

E aqui entra também todos os demais clientes: contratantes, curadores, produtores, empresários, imprensa, televisão…

Crie uma boa reputação com eles também. Nada de estrelismo. 

Mostre que você é um profissional competente, parceiro, e crie uma reputação positiva. 

Quem vai querer trabalhar com aquela banda que é conhecida por atrasos, confusões e amadorismo?

O mercado é o juiz supremo da sua reputação. 

Uma pessoa satisfeita vai indicar você para outras duas ou três pessoas.

Uma pessoa insatisfeita vai reclamar de você para 20 pessoas.

 

Fechamento

Você gostou da nossa série inicial sobre o Marketing Musical?

Logo abaixo tem um campo para você deixar o seu comentário. Vou adorar conhecer a sua opinião e gerar controvérsia (risos)!

Lembre-se que o Marketing e a Música caminham juntos. 

Caso você não tenha lido o primeiro artigo, clique aqui para ler a primeira parte. 

Caso você também não tenha lido o segundo artigo, clique aqui para ler a segunda parte. 

Caso queira descobrir como colocar na prática ações de marketing, conheça nosso treinamento de Marketing Musical, clicando aqui. 

Obrigado!

 

 

 

 

 

 

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